2108580116070958 SOBRE TRANSTORNOS 3 ataque de ansiedade | Psicóloga e Hipnóloga- Rio de Janeiro - Tratamento e Terapia
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AGORAFOBIA

Causas e Tratamentos.
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O que é Agorafobia?

Agorafobia é um transtorno de ansiedade bastante comum em quem possui Transtorno de Pânico, e seus sintomas podem ser, na verdade, um quadro de Fobia Social ou Fobia Específica. A palavra é termo emprestado do grego em que “ágora” (praça) e “fobia”, juntos, querem dizer, literalmente, medo de locais abertos. No entanto, como transtorno, pode representar um temor que pode ser tanto de locais abertos quanto fechados, porexemplo, cinemas, teatros, shows, metrô, etc, onde, psicologicamente as pessoas possam se sentir, de alguma forma, vulneráveis e desprotegidas, com a sensação de que, no caso de um acidente “não terão como fugir” nem alguém para ajudar, uma sensação de aprisionamento. No caso da pessoa ter o Transtorno de Pânico como comorbidade1, há um grande medo de que a exposição a estas situações possa causar uma crise. Segundo o CID-10, “a agorafobia é grupo relativamente definido de fobias relativas ao medo de deixar o seu domicílio, medo de lojas, de multidões e de locais públicos, ou medo de viajar sozinho em trem, ônibus, ou avião”, ou em qualquer local onde a saída possa ser difícil e crítica. Antes ou depois de um episódio de agorafobia, é muito frequente que o transtorno do pânico esteja associado a ela.

Quais são as causas da Agorafobia?
A Agorafobia tem causas variáveis como qualquer transtorno, mas as pessoas que sofrem desse problema geralmente possuem características em comum. É claro que só atendo a pessoa poderemos saber, exatamente, o que a levou a desenvolver este transtorno. Há alguns estudos empíricos e descobertas durante o processo de hipnose que costumam mesmo a verificar algum momento em que a pessoa esteve presa ou extremamente vulnerável, repetindo a sensação em sua vida, outros, são consequências de traços da personalidade, que em algum momento deflagram o problema. Outros fatores relacionados, são similares a algumas das causas do Pânico.

Quais os sintomas da Agorafobia?
É comum encontrar sintomas obsessivos, depressivos ou fobias sociais em quem possuiu ou possui agorafobia. A evitação é um sintoma comum em quem tem o transtorno, haja vista buscar evitar as situações que possam gerar o processo. Assim, os indivíduos com o problema podem demonstrar pouca ansiedade, no entanto, poderão ter uma ansiedade intensa se estiverem diante do estímulo que produz o medo. São os medos mais comuns: estar longe da sua casa ou sozinho em casa ou na rua; estar em um ambiente onde já tiveram uma crise. “E se eu tiver aqui de novo?” “E se eu passar mal”? “E se eu desmaiar?”; locais fechados ou lotados: supermercados, show, restaurantes, cinema, teatro, aeroportos, rodoviárias; congestionamentos, estágios, filas, túneis, pontes, elevadores, ruas cheias; andar de carro, transporte público, viajar de avião ou navio; dificuldade ou incapacidade de sair de casa sozinha; assim como no pânico, “medo do medo”; sensação de sufocamento

Dificilmente a Agorafobia encontra-se como transtorno único, ou seja, na grande maioria das vezes ela está acompanhada ao Transtorno do Pânico

Qual são os tratamentos para a Agorafobia?

Estratégias de exposição e aproximação gradual do estímulo amedrontador são bastante utilizadas nos tratamentos, principalmente nas abordagens cognitivo-comportamentais. Através da hipnose, a pessoa também é mentalmente estimulada a entrar em contato com o que a apavora e modificar suas impressões da situação vivenciada, trabalhando os pontos de vulnerabilidade, fragilidade e carência em sua vida.

O que é Comorbidade?

Comorbidade é a presença de mais de um transtorno no diagnóstico. Quando um transtorno de pânico vem acompanhado do distírbio de agorafobia, por exemplo, dizemos que a pessoa tem uma comorbidade.

 
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FOBIA SOCIAL

Causas e Tratamentos.
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O que é Fobia Social?

Todo mundo fica ansioso em algum momento e atento à reação das demais pessoas. Isso é natural e até mesmo saudável para as relações. O problema é quando a preocupação foge do controle. E o que seria fugir do controle? É ter um temor muito grande da exposição, ocorrendo em todas as ocasiões em que o sujeito possa ser ou sinta-se exposto ao olhar das outras pessoas. Geralmente o pensamento é que há uma possibilidade grande de ser humilhado e constrangido. A Fobia Social é muitas vezes associada à timidez, mas a fobia social se configura como um transtorno de grandes proporções, pois chega a impedir que a pessoa leve uma vida normal e realize atividades, podendo causar distúrbios físicos como alcoolismo ou uso de drogas (lícitas ou ilícitas) para relaxar diante dos encontros sociais, bem como pressão alta, gagueira, etc. As pessoas que possuem Fobia Social são muito exigentes consigo mesmas, temendo pela avaliação crítica das demais pessoas.

Quais as causas da Fobia Social?

As causas sempre serão definidas pelo temperamento que a pessoa costuma ter. Cada um lida com as pressões do cotidiano de uma maneira particular. No entanto, quem tem fobia social pode ter convivido num ambiente tenso ou terem sido colocadas em situações constrangedoras e desconfortáveis na família ou na escola. Crianças que sofrem ou sofreram bullying, se não tratadas, costumam desenvolver o transtorno. Experiências de rejeição e maus tratos também podem ter relação com o distúrbio. Em alguns casos, o processo de constrangimento ao qual essa criança vive, pode gerar uma revolta tão grande onde, ao invés de continuar recebendo as agressões, a pessoa pode se rebelar violentamente contra eles.

Quais os sintomas da Fobia Social?

Os principais sintomas são:

Temor da avaliação social, que pareça bobo ou seja avaliado negativamente

Evitação ou grande dificuldade em ambientes sociais, tais como para:

Iniciar e/ou manter conversações

Marcar encontro com alguém

Ir a uma festa

Comportar-se assertivamente (discordar de algo ou rejeitar uma solicitação)

Telefonar (principalmente quando não conhece bem a pessoa)

Falar com pessoas que representem alguma autoridade

Devolver um produto à loja onde comprou

Olhar para pessoas que não conhece

Fazer e receber elogios

Participar de reuniões, palestras, congressos, etc

Falar em público

Ser o centro das atenções (entrando em um ambiente onde já estejam pessoas, ou quando passam a prestar atenção nela)

Comer/Beber em público

Escrever, digitar, trabalhar, e ser observado

Ir a banheiros públicos

Sintomas Físicos: palpitações; tremores; gagueira ou erros de dicção ou português; episódicos; sudorese; tensão muscular; sensação de vazio no estômago; boca seca; sentir frio/calor; rubor (ficar vermelho); tensão, dor de cabeça.

Quais os tratamentos para Fobia Social? É muito importante que a família perceba a fobia social já em criança, pois a tendência é que ela se agrave com o decorrer dos anos. Um método muito utilizado nos tratamentos é realizar a exposição gradativa através do treinamento de habilidades sociais, bem como um eficiente trabalho para a melhora da autoestima, auto-valorização e percepção de si mesmo, o que é feito a partir de hipnose e psicoterapia.
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FOBIA ESPECÍFICA

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O que é Fobia Específica?

A Fobia Específica é um medo intenso e persistente desencadeado pela proximidade ou aproximação de um objeto específico. A pessoa sabe que seu medo é exagerado e irracional, mas não consegue controlá-lo. A Fobia Específica é diferentes dos transtornos fóbicos, e essa diferença se faz de acordo com situações evitadas, e as características relacionadas ao transtorno. Por exemplo, pessoas que evitam várias situações típicas de agorafobia (dirigir, lugares fechados, ambientes com muitas pessoas) talveztenham sejam diagnosticadas com Transtorno de Pânico com Agorafobia, pois o mais temor é experimentar uma crise de pânico. Do mesmo modo, todas as situações em que a pessoa tem muito receio da avaliação e crítica social, como falar em público e conhecer pessoas novas, tem um provável diagnóstico de Fobia Social. De acordo com o DSM-IV (Manual de Diagnóstico de Transtornos Mentais) há cinco categorias principais de fobias, que são: animal, ambiente natural, sangue (injeções, ferimentos, situações e outros). Fobias do tipo animal podem ser quaisquer animais, geralmente: cobras, aranhas, lagartos, lagartixas, insetos, gatos, cães, ratos, pássaros. Este tipo de fobias geralmente começam na infância, sendo o tipo de fobia específica mais frequente nas mulheres. Fobias de ambiente natural estão relacionadas ao medo de raios, tempestades, água, altura, sendo a de altura a mais frequente entre os homens. Também ocorrem mais na infância, mas a fobia de altura pode acontecer mais tardiamente que a dos outros tipos. As de tempestade e água costumam acometer mais as mulheres. Há algumas controvérsias sobre a fobia específica de altura ser do tipo ambiente natural. Fobias a sangue/injeções/ferimentos estão relacionadas ao medo de sangue, ferimentos, cirurgias, injeções ou procedimentos médicos associados. Geralmente ocorrem na infância ou no início da adolescência. Quando diante do episódio, a pessoa costuma ter uma queda de pressão, podendo até mesmo desmaiar. Fobias situacionais estão relacionadas, geralmente, às mesmas questões que as pessoas com agorafobia temem: medo de locais fechados, medo de avião, de elevadores, de dirigir, etc. Eles costumam acontecer mais a partir dos 20 anos e podem se associar a ataques de pânico. Existem muitas outras fobias específicas, embora não sejam tão comuns nem categorizadas como as citadas anteriormente. Algumas delas são: medo de fogos, de balões, de palhaços, de vomitar, asfixiar-se, dentre outros.

Quais são as causas da Fobia Específica?

As causas da Fobia Específica estão relacionadas ao agente do medo da pessoa, que faz com que ela sinta um intenso temor e a sensação de que este irá lhe causar algum tipo de dano. O histórico de vida da pessoa deve ser avaliado para compreendermos a associação do objeto de fobia com algum incidente/acidente na vida da pessoa, geralmente ocorrido na infância.

Quais os sintomas da Fobia Específica?

Os sintomas da fobia específica são:

Mal-estar; Medo intenso; Ansiedade; Sudorese; Tendência à fuga para longe do objeto; Tremores; Palpitações

Qual são os tratamentos para a Fobia Específica?

Existem cada vez mais confirmações de que o tratamento para fobias específicas possuem excelentes resultados. Os tratamentos para fobias, quando utilizados por um profissional competente, incluem dessensibilização traumática, com a exposição gradual e sistemática da pessoa frente ao objeto fóbico, o que pode ser realizado sob hipnoterapia. Outras técnicas, como a técnica de fobia da PNL, também são realizadas no consultório com um altíssimo índice de sucesso.
 
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TAG

TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA

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O que é TAG?

Você é uma daquelas pessoas que vive aflita, preocupada, como se estivesse quase sempre sentindo um sobressalto, como se o mundo fosse cair na sua cabeça, com a sensação de que algo desagradável pode acontecer a qualquer momento, sofrendo de véspera, tanto com coisas sem importância até nas mais sérias, imaginando catástrofes? Costuma se dar conta, muitas vezes, que se preocupou demais sem necessidade com coisas que não aconteceram e provavelmente não iriam acontecer, observando que, realmente, fica tenso (a) demais? Atenção: Você pode estar sofrendo do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). O Transtorno de Ansiedade Generalizada traz muita ansiedade, nervosismo e preocupações (expectativas, apreensões) excessivas, e isso pode estar ligado a uma série de atividades (vida pessoal, profissional, estudos, etc) ou a tudo junto. Há uma dificuldade muito grande em controlar seus pensamentos de preocupação, o que causa um mal-estar constante. A pessoa simplesmente sente que precisa estar alerta o tempo todo, que tem que resolver alguma coisa, e não se permite relaxar, o que acaba provocando um grande desgaste físico e mental.

Quais as causas da TAG?

O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é consequência da insegurança (medo) em relação à alguma coisa. O problema pode ter sido propiciado por algum evento estressante, como uma mudança de emprego (demissão ou admissão), casamento, separação, nascimento do primeiro filho, compromissos pessoais e profissionais, provas e apresentações, questões de saúde (sua ou na família) e qualquer outro evento que gere algum tipo de ansiedade/estresse. Geralmente ocorre mais se você sente que tem uma carga enorme de responsabilidades, como se precisasse “carregar o mundo nas costas”. Uma outra condição é se percebe o que acontece consigo, com outros e no mundo com grande preocupação. Personalidades que precisam controlar os eventos e que têm dificuldades para lidar com as frustrações também costumam ser sérias candidatas ao TAG.

Quais os sintomas da TAG?

Dificilmente uma pessoa com TAG procura ajuda para o problema; quando procuram, geralmente já recorreram a outro tipo de ajuda para outros transtornos de ansiedade ou foram a médicos por conta de sintomas físicos sem imaginar que seja Transtorno de Ansiedade Generalizada. Isso se deve, muito provavelmente, pela vida estressante levada principalmente nos centros urbanos, onde o “normal” é viver sob tensão. Por outro lado, muitas pessoas consideram que ser agitado e tenso seja um traço da personalidade, não considerando que isso seja algo que possa ser plenamente modificado. Atualmente, considera que a pessoa deva ter pelo menos 3 dos sintomas listados abaixo, por pelo menos 6 meses, quase todos os dias:

1. Inquietação ou sentir-se “ligado”

2. Cansar-se com facilidade

3. Dificuldade de se concentrar ou ter a mente tranquila

4. Irritabilidade

5. Tensão muscular

6. Perturbação do sono

Alguns sintomas coadjuvantes, que também podem estar presentes no transtorno, são: Dores de barriga, medo e preocupação constante, enjoo, manias (roer unhas, dar nós no cabelo, etc), pensamentos “acelerados”, falta de ar, enjoo, palpitações, aumento da pressão arterial, mãos e pés suados, vontade constante de urinar.

Quais os tratamentos para TAG? Alguns tratamentos incluem desde a mudança de pensamento e comportamento a métodos de hipnose a psicoterapia. Em primeiro lugar, reflita: de 0 a 10, esta situação realmente merece minha “pré-ocupação”? Se a resposta for afirmativa, o que eu posso fazer a respeito? Se mesmo após esta reflexão você continua tenso (a), pense: será que eu não estou superestimando esta situação? Se por um momento eu pudesse olhar com os olhos de uma outra pessoa, vendo a situação de fora, o que eu pensaria e sentiria? Perceba: Ninguém consegue resolver tudo o tempo todo, e há coisas que não dependem de nós e têm o seu devido tempo para acontecer. Você não é o responsável nem tem o controle de tudo. Métodos de Relaxamento, hipnose e auto-hipnose são extremamente recomendados de eficácia comprovada. Mudanças de pensamento geram mudanças de sentimento, que por si mudam sua atitude. Faça uma análise realista das suas possibilidades e não seja cruel consigo mesmo. Chás e sucos calmantes como camomila, maracujá, respectivamente, auxiliam no tratamento. Tomar um banho morno ou fazer um escalda pés, massagem e realizar relaxamento e praticar ioga também são ótimos. No consultório você irá aprender a desacelerar e a relaxar sozinho sempre que quiser e precisar, levando este recurso com você para sempre.
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TRANSTORNO ou SÍNDROME DO PÂNICO

Causas e Tratamentos.
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O que é o Transtorno do Pânico?

Transtorno da Síndrome do Pânico, Sintomas e Tratamentos – Também chamada de Crise Ansiosa Aguda, a síndrome ou Transtorno do Pânico é a ansiedade mais intensa que um indivíduo pode sentir,no limiar do insuportável e sem causa aparente. Você costuma acreditar que está tendo um ataque cardíaco, um acidente vascular cerebral, que está morrendo ou enlouquecendo, vai a um posto de saúde, e ouve do médico: “Está tudo normal”. É claro que você fica aliviado, mas pensa: “Como assim? Eu tinha certeza de estar tendo um ataque cardíaco? Será AVC?”.

O Transtorno de Pânico faz com que a pessoa tenha um repentino e intenso medo ou mal-estar, de algo ruim acontecendo, perda de controle, que acontecem de forma repetitiva e não gradual, causando uma angústia terrível e fazendo com que a pessoa queira fugir ou buscar ajuda imediatamente; ou seja, de uma hora para outra, o indivíduo pode ter um “ataque de terror”, podendo desenvolver fobias e um medo cada vez maior e mais irracional, com uma aterrorizante ideia de que se vai morrer ou que está morrendo, a partir daí modificando seus hábitos e sua vida para evitá-los (podem parar de dirigir, de ir ao supermercado, sair de casa, entrar em elevadores, fazer programas sociais, dentre outros eventos por temerem uma crise).

Alguns relatam como que se tivessem uma “premonição” de que terão uma crise, caracterizada por um mal-estar físico e mental, gradativamente tendo mais “medo de ter medo”. O Pânico é uma reação de enorme suscetibilidade do sistema nervoso central, através de nossos neurônios e neurotransmissores que manda respostas rápidas da mente ao organismo. Este verdadeiro sistema de alarme reage em situações de perigo iminente, em catástrofes que podem causar prejuízo à integridade da pessoa ou à sua vida, fazendo parte de nosso instinto de preservação (afogamento, animais, quedas, incêndio, assaltos, atropelamento, dentre outros). No Transtorno do Pânico, este sistema de alarme é ativado de forma abrupta e sem motivo aparente, muitas vezes podendo ocorrer no indivíduo quando este acorda ou está seguro em sua casa.

Os ataques podem ser de 3 tipos:

Espontâneos -> de causa não diretamente conhecida, ou seja, não são reconhecidos os estímulos emocionais que deflagraram a crise;

Determinados pela situação -> houve uma situação (estímulo) que o desencadeou;

Ataques predispostos pela situação -> há uma probabilidade, embora não total, que uma situação possa causar o pânico.

Além disso, no pânico, os ataques podem acontecer repentinamente e em qualquer lugar, até mesmo dormindo.

Quais são as causas do Transtorno do Pânico?

Transtorno da Síndrome do Pânico, Sintomas e Tratamentos – As causas são variáveis, mas todos os eventos que gerem estresse e ansiedade crescente, podem causar dificuldades de adaptação e desencadear as crises: promoção ou perspectiva de novo emprego, demissão, nascimento de um filho, casamento, separação, enfim, todos os acontecimentos marcantes da vida em que ela tenha uma dificuldade em lidar e uma sensação de insegurança e medo.

O desequilíbrio deste sistema de neurotransmissores, no Pânico, são os mesmos do Transtorno Depressivo, ou seja, a Noradrenalina e a Serotonina.

Existem algumas características notadas em quem possui pânico que são mais marcantes, o que chamarei de “traços de personalidade”. Quem está com o transtorno, geralmente, tem os traços mais rígidos ou de vulnerabilidade (que, no final das contas, são duas faces da mesma moeda). Podem ser:

Metódicas, perfeccionistas e que precisam manter o controle das situações;

Competentes no que fazem e confiáveis e, ainda assim, persistente sentimento de incapacidade;

Pensamento rígido;

Autocobrança, alto nível de estresse e expectativas, gerando estresse. Personalidade: “Tem que”;

Ocultam, disfarçam, resistem e reprimem suas emoções negativas. “Quem demonstra as emoções é fraco”;

Crenças sobre situações de perigo onde acreditam estar “perdendo o controle”;

Crenças negativas sobre si mesmo: “Sou incompetente: as coisas estão acontecendo e não estou conseguindo controlar”

Têm muitas dificuldades em lidar com imprevistos ou erros;

Dificuldadades para relaxar. A pessoa sempre “tem que” estar fazendo alguma coisa;

Tudo ou quase tudo precisa ser controlado, medido, calculado. Detestam imprevistos ou improvisos;

“Nada me aborrece, eu só quero ser feliz”. Esta é a impressão que muitas dessas pessoas causam às outras. Aparentemente, são super “cuca fresca”, não se incomodam nem se preocupam com nada. Por dentro, um vulcão bem escondido, e as demais, por vezes, se assustam com uma crise, dizendo: “Nossa, mas logo ele, teve isso? Ele sempre foi tão tranquilo!”;

Alguns medicamentos (anfetaminas) ou uso de drogas (cocaína, crack, ectasy, maconha) também podem propiciar episódios de pânico a partir de reações químicas no organismo.

De acordo com o CID-10 e o DSM-IV, o Transtorno de Pânico pode existir junto com a Depressão, e viceversa, sendo o Pânico com Agorafobia um pouco mais comum em mulheres.

Quais os sintomas do Transtorno do Pânico?

Em algum momento da vida a pessoa pode ter tido uma crise, sem necessariamente ter o transtorno. De acordo com o Manual de Saúde Mental (DSM-V) e do CID 10, qualquer indivíduo que esteja tendo outro transtorno de ansiedade (TAG, TEPT, Fobia Social, Fobia Específica) poderá experienciar algum ataque de pânico.

São necessários vários ataques durante semanas ou meses, com a preocupação crescente com doenças físicas, incluindo idas à emergências, consultas com vários médicos e exames para o diagnóstico do Transtorno, e pelo menos quatro sintomas descritos abaixo devem existir:

Batimentos cardíacos acelerados (palpitações, arritmia, taquicardia ou desconforto no coração, sensação de que ele está “descompassado” ou pode parar), podendo ser acompanhado da impressão de que está tendo um infarto e dores na região peitoral;

Falta de ar, sensação de sufocamento; sensação de asfixia;

Um medo enorme de morrer ou de estar na iminência de morte;

Medo de enlouquecer;

Sensação de que poderá ter uma crise a qualquer momento, principalmente nos locais em que já houve a crise;

Sudorese;

Ondas de frio e calor perpassando o corpo;

Tremores nas extremidades ou em locais diferentes do corpo;

Sensação de “não estar aqui”, de não estar passando por isso, ou de estar flutuando e com a cabeça “aérea”; de não ter um corpo ou de estar fora dele e de não ser quem é;

Tonturas, vertigens, enjoos, mal-estar abdominal e/ou sensação de que poderá desmaiar a qualquer momento;

Boca seca;

Dores no peito, desconfortos na região do tórax;

Formigamento ou dormências no corpo (pode chegar da ponta dos dedos dos pés até a língua e gengiva);

Respiração ofegante e dificultosa;

Rubor facial (em situações sociais, onde sente-se avaliada);

Medo acentuado de perder a razão, de enlouquecer;

Em alguns casos, de um minuto, os ataques podem levar até 10 minutos, mas para quem os têm parece uma eternidade. Importante frisar que o pânico pode vir acompanhado de outros transtornos, como alcoolismo, depressão. Geralmente, a síndrome do pânico vem acompanhado da Agorafobia, e a Agorafobia praticamente não costuma ocorrer sem que o indivíduo tenha experimentado pelo menos um ou dois ataques de pânico na vida, mesmo que não tenha o diagnóstico do Transtorno de Pânico. O Pânico acompanhado de Agorafobia costuma acometer mais as mulheres.

Lactato de sódio também pode propiciar um ataque de pânico aos que já têm o diagnóstico de pânico, devido ao aumento na noradrenalina. O lactato de cálcio é geralmente produzido após exercícios físicos.

Prolapso da Válvula Mitral (PVM), popularmente conhecido como sopro no coração, também pode ser confundido com um ataque de pânico, pois as sensações físicas são muito semelhantes.

Quais são os tratamentos para o Transtorno do Pânico?

Este é o transtorno, por conta dos sintomas, que mais leva a pessoa às emergências dos hospitais, pelo medo acentuado que ela tem que irá morrer. Com o tempo e sem tratamento, elas vão ficando a cada dia mais assustadas, preocupadas e nervosas, mas não conseguem racionalizar que os sintomas são de causas mentais e emocionais.

O Transtorno do Pânico não é uma doença física, mas emocional e psicológica; no entanto, está longe de ser uma “frescura”, “chilique” ou coisa de quem “não tem nada”. Não ter doença física não significa “não ter nada”, mas ela deve ser tranquilizada que ninguém morre de ataque de pânico. Antes e durante o tratamento, a pessoa se sente muito dependente das demais para prosseguir o tratamento, pois muitas vezes não se sente capaz de sair de casa. É muito importante o apoio da família e de pessoas próximas.

Algumas pessoas continuam com o transtorno latente, caso não estejam sob tratamento. Por isso é tão importante o tratamento durante todo o período necessário quando não houve sua remissão1.

Primeiramente, a pessoa será acolhida, compreendida e nunca julgada. O Transtorno do Pânico pode levá-lo ao esgotamento e a um estado incapacitante. Familiares, amigos e a própria pessoa são informados que as crises não são “chiliques”, mas resultados de uma intensa e duradoura angústia e ansiedade, que agora, depois de tanto tempo, será avaliada com carinho, respeito e cuidado. O corpo e a mente são componentes do mesmo todo, e deflagram um sistema de proteção durante muito tempo até que o Técnicas cognitivo-comportamentais são muito utilizadas para a compreensão dos pensamentos que antecedem as crises e racionalização dos sintomas. Técnicas de relaxamento, hipnose e autohipnose são altamente recomendadas e utilizadas, de vários tipos.

1Remissão: Desaparecimento dos sintomas

Sobre transtornos- página 2

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Agorafobia

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Causas e Tratamentos.

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O que é Agorafobia?

Agorafobia é um transtorno de ansiedade bastante comum em quem possui Transtorno de Pânico, e seus sintomas podem ser, na verdade, um
quadro de Fobia Social ou Fobia Específica. A palavra é termo emprestado do grego em que “ágora” (praça) e “fobia”, juntos, querem dizer, literalmente, medo de locais abertos. No entanto, como transtorno, pode representar um temor que pode ser tanto de locais abertos quanto fechados, porexemplo, cinemas, teatros, shows, metrô, etc, onde, psicologicamente as pessoas possam se sentir, de alguma forma, vulneráveis e desprotegidas, com a sensação de que, no caso de um acidente “não terão
como fugir” nem alguém para ajudar, uma sensação de aprisionamento. No caso da pessoa ter o Transtorno de Pânico como comorbidade1, há um grande medo de
que a exposição a estas situações possa causar uma crise. Segundo o CID-10, “a agorafobia é grupo relativamente definido de fobias relativas ao medo de deixar o seu domicílio, medo de lojas, de multidões e de locais públicos, ou medo de viajar sozinho em trem, ônibus, ou avião”, ou em qualquer local onde a saída possa ser difícil e crítica. Antes ou depois de um episódio de agorafobia, é muito frequente que o transtorno do pânico esteja associado a ela.

Quais são as causas da Agorafobia?
A Agorafobia tem causas variáveis como qualquer transtorno, mas as pessoas que sofrem desse problema geralmente possuem características em comum. É
claro que só atendo a pessoa poderemos saber, exatamente, o que a levou a desenvolver este transtorno. Há alguns estudos empíricos e descobertas
durante o processo de hipnose que costumam mesmo a
verificar algum momento em que a pessoa esteve presa ou extremamente vulnerável, repetindo a sensação em sua vida, outros, são consequências de traços da
personalidade, que em algum momento deflagram o problema. Outros fatores relacionados, são similares a algumas das causas do Pânico.

Quais os sintomas da Agorafobia?
É comum encontrar sintomas obsessivos, depressivos ou fobias sociais em quem possuiu ou possui agorafobia. A evitação é um sintoma comum em quem
tem o transtorno, haja vista buscar evitar as situações que possam gerar o processo. Assim, os indivíduos com o problema podem demonstrar pouca ansiedade, no
entanto, poderão ter uma ansiedade intensa se estiverem diante do estímulo que produz o medo. São os medos mais comuns: estar longe da sua casa ou sozinho em casa ou na rua; estar em um ambiente onde já tiveram uma crise. “E se eu tiver aqui de novo?” “E se eu passar mal”? “E se eu desmaiar?”; locais fechados ou lotados: supermercados, show, restaurantes, cinema, teatro, aeroportos, rodoviárias; congestionamentos, estágios, filas, túneis, pontes, elevadores, ruas cheias; andar de carro, transporte público, viajar de avião ou navio; dificuldade ou incapacidade de sair de casa sozinha; assim como no pânico, “medo do medo”; sensação de sufocamento

Dificilmente a Agorafobia encontra-se como transtorno único, ou seja, na grande maioria das vezes ela está acompanhada ao Transtorno do Pânico

Qual são os tratamentos para a Agorafobia?

Estratégias de exposição e aproximação gradual do estímulo amedrontador são bastante utilizadas nos tratamentos, principalmente nas abordagens cognitivo-comportamentais. Através da hipnose, a pessoa também é mentalmente estimulada a entrar em contato com o que a apavora e modificar suas
impressões da situação vivenciada, trabalhando os pontos de vulnerabilidade, fragilidade e carência em
sua vida.

O que é Comorbidade?

Comorbidade é a presença de mais de um transtorno no diagnóstico. Quando um transtorno de pânico vem acompanhado do distírbio de agorafobia,
por exemplo, dizemos que a pessoa tem uma comorbidade.

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FOBIA SOCIAL

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O que é Fobia Social?

Todo mundo fica ansioso em algum momento e atento à reação das demais pessoas. Isso é natural e até mesmo saudável para as relações. O problema é quando a preocupação foge do controle. E o que seria fugir do controle? É ter um temor muito grande da exposição, ocorrendo em todas as ocasiões em que o
sujeito possa ser ou sinta-se exposto ao olhar das outras pessoas. Geralmente o pensamento é que há uma possibilidade grande de ser humilhado e constrangido. A Fobia Social é muitas vezes associada à timidez, mas a fobia social se configura como um transtorno de grandes proporções, pois chega a impedir que a pessoa leve uma vida normal e realize atividades, podendo causar distúrbios físicos como alcoolismo ou uso de drogas (lícitas ou ilícitas) para relaxar diante dos encontros sociais, bem como
pressão alta, gagueira, etc. As pessoas que possuem Fobia Social são muito exigentes consigo mesmas, temendo pela avaliação crítica das demais pessoas.

Quais as causas da Fobia Social?

As causas sempre serão definidas pelo temperamento que a pessoa costuma ter. Cada um lida com as pressões do cotidiano de uma maneira particular. No entanto,
quem tem fobia social pode ter convivido num ambiente tenso ou terem sido colocadas em situações constrangedoras e desconfortáveis na família ou na escola. Crianças que sofrem ou sofreram bullying, se não tratadas, costumam desenvolver o transtorno. Experiências de rejeição e maus tratos também podem ter relação com o distúrbio. Em alguns casos, o processo de constrangimento ao qual essa criança vive, pode gerar uma revolta tão grande onde, ao invés de continuar recebendo as agressões, a pessoa pode se rebelar violentamente contra eles.

Quais os sintomas da Fobia Social?

Os principais sintomas são:

Temor da avaliação social, que pareça bobo ou seja avaliado negativamente

Evitação ou grande dificuldade em ambientes sociais, tais como para:

Iniciar e/ou manter conversações

Marcar encontro com alguém

Ir a uma festa

Comportar-se assertivamente (discordar de algo ou rejeitar uma solicitação)

Telefonar (principalmente quando não conhece bem a pessoa)

Falar com pessoas que representem alguma autoridade

Devolver um produto à loja onde comprou

Olhar para pessoas que não conhece

Fazer e receber elogios

Participar de reuniões, palestras, congressos, etc

Falar em público

Ser o centro das atenções (entrando em um ambiente onde já estejam pessoas, ou quando passam a prestar atenção nela)

Comer/Beber em público

Escrever, digitar, trabalhar, e ser observado

Ir a banheiros públicos

Sintomas Físicos: palpitações; tremores; gagueira ou erros de dicção ou português; episódicos; sudorese; tensão muscular; sensação de vazio no estômago;
boca seca; sentir frio/calor; rubor (ficar vermelho); tensão, dor de cabeça.

Quais os tratamentos para Fobia Social?
É muito importante que a família perceba a fobia social já em criança, pois a tendência é que ela se agrave com o decorrer dos anos. Um método muito utilizado nos tratamentos é realizar a exposição gradativa através do treinamento de habilidades sociais, bem como um eficiente trabalho para a melhora da autoestima, auto-valorização
e percepção de si mesmo, o que é feito a partir de hipnose e psicoterapia.

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Fobia Específica

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FOBIA ESPECÍFICA

Causas e Tratamentos.

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O que é Fobia Específica?

A Fobia Específica é um medo intenso e persistente desencadeado pela proximidade ou aproximação de um objeto específico. A pessoa sabe que seu medo é exagerado e irracional, mas não consegue controlá-lo. A Fobia Específica é diferentes dos transtornos fóbicos, e essa diferença se faz de acordo com
situações evitadas, e as características relacionadas ao transtorno. Por exemplo, pessoas que evitam várias situações típicas de agorafobia (dirigir, lugares
fechados, ambientes com muitas pessoas) talveztenham sejam diagnosticadas com Transtorno de Pânico com Agorafobia, pois o mais temor é experimentar uma crise de pânico. Do mesmo modo, todas as situações em que a pessoa tem muito receio da avaliação e crítica social, como falar em público e conhecer pessoas novas, tem um
provável diagnóstico de Fobia Social. De acordo com o DSM-IV (Manual de Diagnóstico de Transtornos Mentais) há cinco categorias principais de fobias, que são: animal, ambiente natural, sangue (injeções, ferimentos, situações e outros). Fobias do tipo animal podem ser quaisquer animais, geralmente: cobras, aranhas, lagartos, lagartixas,
insetos, gatos, cães, ratos, pássaros. Este tipo de fobias geralmente começam na infância, sendo o tipo de fobia
específica mais frequente nas mulheres. Fobias de ambiente natural estão relacionadas ao medo de raios, tempestades, água, altura, sendo a de altura a mais frequente entre os homens. Também ocorrem mais na infância, mas a fobia de altura pode acontecer mais tardiamente que a dos outros tipos. As de tempestade e água costumam acometer mais as mulheres. Há algumas controvérsias sobre a fobia específica de altura ser do tipo ambiente natural. Fobias a sangue/injeções/ferimentos estão
relacionadas ao medo de sangue, ferimentos, cirurgias, injeções ou procedimentos médicos associados. Geralmente ocorrem na infância ou no início da
adolescência. Quando diante do episódio, a pessoa costuma ter uma queda de pressão, podendo até mesmo desmaiar. Fobias situacionais estão relacionadas, geralmente, às mesmas questões que as pessoas com agorafobia temem: medo de locais fechados, medo de avião, de elevadores, de dirigir, etc. Eles costumam acontecer
mais a partir dos 20 anos e podem se associar a ataques de pânico. Existem muitas outras fobias específicas, embora não
sejam tão comuns nem categorizadas como as citadas anteriormente. Algumas delas são: medo de fogos, de balões, de palhaços, de vomitar, asfixiar-se, dentre
outros.

Quais são as causas da Fobia Específica?

As causas da Fobia Específica estão relacionadas ao agente do medo da pessoa, que faz com que ela sinta um intenso temor e a sensação de que este irá lhe
causar algum tipo de dano. O histórico de vida da pessoa deve ser avaliado para compreendermos a associação do objeto de fobia com algum incidente/acidente na vida da pessoa, geralmente ocorrido na infância.

Quais os sintomas da Fobia Específica?

Os sintomas da fobia específica são:

Mal-estar; Medo intenso; Ansiedade; Sudorese; Tendência à fuga para longe do objeto; Tremores; Palpitações

Qual são os tratamentos para a Fobia Específica?

Existem cada vez mais confirmações de que o tratamento para fobias específicas possuem excelentes resultados. Os tratamentos para fobias, quando utilizados por um profissional competente, incluem dessensibilização traumática, com a exposição gradual e sistemática da pessoa frente ao objeto fóbico, o que pode ser realizado sob
hipnoterapia. Outras técnicas, como a técnica de fobia da PNL, também são realizadas no consultório com um altíssimo índice de sucesso.

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TAG

TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA

Causas e Tratamentos.

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O que é TAG?

Você é uma daquelas pessoas que vive aflita, preocupada, como se estivesse quase sempre sentindo um sobressalto, como se o mundo fosse cair na sua cabeça, com a sensação de que algo desagradável pode acontecer a qualquer momento, sofrendo de véspera, tanto com coisas sem importância até nas mais sérias, imaginando
catástrofes? Costuma se dar conta, muitas vezes, que se preocupou demais sem necessidade com coisas que não aconteceram e provavelmente não iriam
acontecer, observando que, realmente, fica tenso (a) demais? Atenção: Você pode estar sofrendo do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). O Transtorno de Ansiedade Generalizada traz muita ansiedade, nervosismo e preocupações (expectativas, apreensões) excessivas, e isso pode estar ligado a uma
série de atividades (vida pessoal, profissional, estudos, etc) ou a tudo junto. Há uma dificuldade muito grande em controlar seus pensamentos de preocupação, o que
causa um mal-estar constante. A pessoa simplesmente sente que precisa estar alerta o tempo todo, que tem que resolver alguma coisa, e não se permite relaxar, o
que acaba provocando um grande desgaste físico e mental.

Quais as causas da TAG?

O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é consequência da insegurança (medo) em relação à alguma coisa. O problema pode ter sido propiciado por
algum evento estressante, como uma mudança de emprego (demissão ou admissão), casamento, separação, nascimento do primeiro filho, compromissos pessoais e profissionais, provas e apresentações, questões de saúde (sua ou na família) e
qualquer outro evento que gere algum tipo de ansiedade/estresse. Geralmente ocorre mais se você sente que tem uma carga enorme de responsabilidades, como se precisasse “carregar o mundo nas costas”. Uma outra condição é se percebe o que acontece consigo, com outros e no mundo com grande preocupação.
Personalidades que precisam controlar os eventos e que têm dificuldades para lidar com as frustrações também costumam ser sérias candidatas ao TAG.

Quais os sintomas da TAG?

Dificilmente uma pessoa com TAG procura ajuda para o problema; quando procuram, geralmente já recorreram a outro tipo de ajuda para outros
transtornos de ansiedade ou foram a médicos por conta de sintomas físicos sem imaginar que seja Transtorno de Ansiedade Generalizada. Isso se deve,
muito provavelmente, pela vida estressante levada principalmente nos centros urbanos, onde o “normal” é viver sob tensão. Por outro lado, muitas pessoas
consideram que ser agitado e tenso seja um traço da personalidade, não considerando que isso seja algo que possa ser plenamente modificado.
Atualmente, considera que a pessoa deva ter pelo menos 3 dos sintomas listados abaixo, por pelo menos 6 meses, quase todos os dias:

1. Inquietação ou sentir-se “ligado”

2. Cansar-se com facilidade

3. Dificuldade de se concentrar ou ter a mente tranquila

4. Irritabilidade

5. Tensão muscular

6. Perturbação do sono

Alguns sintomas coadjuvantes, que também podem estar presentes no transtorno, são: Dores de barriga, medo e preocupação constante, enjoo, manias (roer
unhas, dar nós no cabelo, etc), pensamentos “acelerados”, falta de ar, enjoo, palpitações, aumento da pressão arterial, mãos e pés suados, vontade constante de urinar.

Quais os tratamentos para TAG?
Alguns tratamentos incluem desde a mudança de pensamento e comportamento a métodos de hipnose a psicoterapia. Em primeiro lugar, reflita: de 0 a 10, esta
situação realmente merece minha “pré-ocupação”? Se a resposta for afirmativa, o que eu posso fazer a respeito? Se mesmo após esta reflexão você continua
tenso (a), pense: será que eu não estou superestimando esta situação? Se por um momento eu pudesse olhar com os olhos de uma outra pessoa,
vendo a situação de fora, o que eu pensaria e sentiria? Perceba: Ninguém consegue resolver tudo o tempo todo, e há coisas que não dependem de nós e têm o seu
devido tempo para acontecer. Você não é o responsável nem tem o controle de tudo. Métodos de Relaxamento, hipnose e auto-hipnose são extremamente recomendados de eficácia comprovada. Mudanças de pensamento geram mudanças de sentimento, que por si mudam sua atitude. Faça uma análise realista das suas possibilidades e não seja cruel consigo mesmo. Chás e sucos calmantes como camomila, maracujá, respectivamente, auxiliam no tratamento. Tomar um banho morno ou fazer um escalda pés, massagem e realizar relaxamento e praticar ioga também são ótimos. No consultório você irá aprender a desacelerar e a relaxar sozinho sempre que quiser e precisar, levando este recurso com você para sempre.

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Transtorno ou Síndrome do Pânico

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TRANSTORNO ou
SÍNDROME DO PÂNICO

Causas e Tratamentos.

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O que é o Transtorno do Pânico?

Transtorno da Síndrome do Pânico, Sintomas e
Tratamentos – Também chamada de Crise Ansiosa
Aguda, a síndrome ou Transtorno do Pânico é a
ansiedade mais intensa que um indivíduo pode sentir,no limiar do insuportável e sem causa aparente. Você
costuma acreditar que está tendo um ataque cardíaco,
um acidente vascular cerebral, que está morrendo ou
enlouquecendo, vai a um posto de saúde, e ouve do
médico: “Está tudo normal”. É claro que você fica
aliviado, mas pensa: “Como assim? Eu tinha certeza de
estar tendo um ataque cardíaco? Será AVC?”.

O Transtorno de Pânico faz com que a pessoa tenha
um repentino e intenso medo ou mal-estar, de algo
ruim acontecendo, perda de controle, que acontecem
de forma repetitiva e não gradual, causando uma
angústia terrível e fazendo com que a pessoa queira
fugir ou buscar ajuda imediatamente; ou seja, de uma
hora para outra, o indivíduo pode ter um “ataque de
terror”, podendo desenvolver fobias e um medo cada
vez maior e mais irracional, com uma aterrorizante
ideia de que se vai morrer ou que está morrendo, a
partir daí modificando seus hábitos e sua vida para
evitá-los (podem parar de dirigir, de ir ao
supermercado, sair de casa, entrar em
elevadores, fazer programas sociais, dentre outros
eventos por temerem uma crise).

Alguns relatam como que se tivessem uma
“premonição” de que terão uma crise, caracterizada
por um mal-estar físico e mental, gradativamente
tendo mais “medo de ter medo”. O Pânico é uma
reação de enorme suscetibilidade do sistema nervoso
central, através de nossos neurônios e
neurotransmissores que manda respostas rápidas da
mente ao organismo. Este verdadeiro sistema de
alarme reage em situações de perigo iminente, em
catástrofes que podem causar prejuízo à integridade da
pessoa ou à sua vida, fazendo parte de nosso instinto
de preservação (afogamento, animais, quedas,
incêndio, assaltos, atropelamento, dentre outros). No
Transtorno do Pânico, este sistema de alarme é ativado
de forma abrupta e sem motivo aparente, muitas vezes
podendo ocorrer no indivíduo quando este acorda ou
está seguro em sua casa.

Os ataques podem ser de 3 tipos:

Espontâneos -> de
causa não diretamente
conhecida, ou seja,
não são reconhecidos
os estímulos
emocionais que
deflagraram a crise;

Determinados pela
situação -> houve
uma situação
(estímulo) que o
desencadeou;

Ataques predispostos
pela situação -> há uma probabilidade, embora
não total, que uma situação possa causar o pânico.

Além disso, no pânico, os ataques podem acontecer
repentinamente e em qualquer lugar, até mesmo
dormindo.

Quais são as causas do Transtorno
do Pânico?

Transtorno da Síndrome do Pânico, Sintomas e
Tratamentos – As causas são variáveis, mas todos os
eventos que gerem estresse e ansiedade crescente,
podem causar dificuldades de adaptação e desencadear
as crises: promoção ou perspectiva de novo emprego,
demissão, nascimento de um filho, casamento,
separação, enfim, todos os acontecimentos marcantes
da vida em que ela tenha uma dificuldade em lidar e
uma sensação de insegurança e medo.

O desequilíbrio deste sistema de neurotransmissores,
no Pânico, são os mesmos do Transtorno Depressivo,
ou seja, a Noradrenalina e a Serotonina.

Existem algumas características notadas em quem
possui pânico que são mais marcantes, o que chamarei
de “traços de personalidade”. Quem está com o
transtorno, geralmente, tem os traços mais rígidos ou
de vulnerabilidade (que, no final das contas, são duas
faces da mesma moeda). Podem ser:

Metódicas, perfeccionistas e que precisam manter
o controle das situações;

Competentes no que fazem e confiáveis e, ainda
assim, persistente sentimento de incapacidade;

Pensamento rígido;

Autocobrança, alto nível de estresse e
expectativas, gerando estresse. Personalidade:
“Tem que”;

Ocultam, disfarçam, resistem e reprimem
suas emoções negativas. “Quem demonstra as
emoções é fraco”;

Crenças sobre situações de perigo onde acreditam
estar “perdendo o controle”;

Crenças negativas sobre si mesmo: “Sou
incompetente: as coisas estão acontecendo e não
estou conseguindo controlar”

Têm muitas dificuldades em lidar com
imprevistos ou erros;

Dificuldadades para relaxar. A pessoa sempre
“tem que” estar fazendo alguma coisa;

Tudo ou quase tudo precisa ser controlado,
medido, calculado. Detestam imprevistos ou
improvisos;

“Nada me aborrece, eu só quero ser feliz”. Esta é a
impressão que muitas dessas pessoas causam às
outras. Aparentemente, são super “cuca fresca”,
não se incomodam nem se preocupam com nada.
Por dentro, um vulcão bem escondido, e as
demais, por vezes, se assustam com uma crise,
dizendo: “Nossa, mas logo ele, teve isso? Ele
sempre foi tão tranquilo!”;

Alguns medicamentos (anfetaminas) ou uso de drogas
(cocaína, crack, ectasy, maconha) também podem
propiciar episódios de pânico a partir de reações
químicas no organismo.

De acordo com o CID-10 e o DSM-IV, o Transtorno de
Pânico pode existir junto com a Depressão, e viceversa,
sendo o Pânico com Agorafobia um pouco mais
comum em mulheres.

Quais os sintomas do Transtorno do
Pânico?

Em algum momento da vida a pessoa pode ter tido uma
crise, sem necessariamente ter o transtorno. De acordo
com o Manual de Saúde Mental (DSM-V) e do CID 10,
qualquer indivíduo que esteja tendo outro transtorno
de ansiedade (TAG, TEPT, Fobia Social, Fobia
Específica) poderá experienciar algum ataque de
pânico.

São necessários vários ataques durante semanas ou
meses, com a preocupação crescente com doenças
físicas, incluindo idas à emergências, consultas com
vários médicos e exames para o diagnóstico do
Transtorno, e pelo menos quatro sintomas descritos
abaixo devem existir:

Batimentos cardíacos acelerados (palpitações,
arritmia, taquicardia ou desconforto no coração,
sensação de que ele está “descompassado” ou
pode parar), podendo ser acompanhado da
impressão de que está tendo um infarto e dores na
região peitoral;

Falta de ar, sensação de sufocamento; sensação de
asfixia;

Um medo enorme de morrer ou de estar na
iminência de morte;

Medo de enlouquecer;

Sensação de que poderá ter uma crise a qualquer
momento, principalmente nos locais em que já
houve a crise;

Sudorese;

Ondas de frio e calor perpassando o corpo;

Tremores nas extremidades ou em locais
diferentes do corpo;

Sensação de “não estar aqui”, de não estar
passando por isso, ou de estar flutuando e com a
cabeça “aérea”; de não ter um corpo ou de estar
fora dele e de não ser quem é;

Tonturas, vertigens, enjoos, mal-estar abdominal
e/ou sensação de que poderá desmaiar a qualquer
momento;

Boca seca;

Dores no peito, desconfortos na região do tórax;

Formigamento ou dormências no corpo (pode
chegar da ponta dos dedos dos pés até a língua e
gengiva);

Respiração ofegante e dificultosa;

Rubor facial (em situações sociais, onde sente-se
avaliada);

Medo acentuado de perder a razão, de enlouquecer;

Em alguns casos, de um minuto, os ataques podem
levar até 10 minutos, mas para quem os têm parece
uma eternidade. Importante frisar que o pânico pode
vir acompanhado de outros transtornos, como
alcoolismo, depressão. Geralmente, a síndrome do
pânico vem acompanhado da Agorafobia, e a
Agorafobia praticamente não costuma ocorrer sem que
o indivíduo tenha experimentado pelo menos um ou
dois ataques de pânico na vida, mesmo que não tenha o
diagnóstico do Transtorno de Pânico. O Pânico
acompanhado de Agorafobia costuma acometer
mais as mulheres.

Lactato de sódio também pode propiciar um ataque de
pânico aos que já têm o diagnóstico de pânico, devido
ao aumento na noradrenalina. O lactato de cálcio é
geralmente produzido após exercícios físicos.

Prolapso da Válvula Mitral (PVM), popularmente
conhecido como sopro no coração, também pode ser
confundido com um ataque de pânico, pois as
sensações físicas são muito semelhantes.

Quais são os tratamentos para o
Transtorno do Pânico?

Este é o transtorno, por conta dos sintomas, que mais
leva a pessoa às emergências dos hospitais, pelo medo
acentuado que ela tem que irá morrer. Com o tempo e
sem tratamento, elas vão ficando a cada dia mais
assustadas, preocupadas e nervosas, mas não
conseguem racionalizar que os sintomas são de causas
mentais e emocionais.

O Transtorno do
Pânico não é uma doença
física, mas emocional e
psicológica; no entanto,
está longe de ser uma
“frescura”, “chilique” ou
coisa de quem “não tem
nada”. Não ter doença
física não significa “não
ter nada”, mas ela deve ser
tranquilizada que ninguém
morre de ataque de pânico.
Antes e durante o tratamento, a pessoa se sente muito
dependente das demais para prosseguir o tratamento,
pois muitas vezes não se sente capaz de sair de casa. É
muito importante o apoio da família e de pessoas
próximas.

Algumas pessoas continuam com o transtorno latente,
caso não estejam sob tratamento. Por isso é tão
importante o tratamento durante todo o período
necessário quando não houve sua remissão1.

Primeiramente, a pessoa será acolhida, compreendida
e nunca julgada. O Transtorno do Pânico pode levá-lo
ao esgotamento e a um estado
incapacitante. Familiares, amigos e a própria pessoa
são informados que as crises não são “chiliques”, mas
resultados de uma intensa e duradoura angústia e
ansiedade, que agora, depois de tanto tempo, será
avaliada com carinho, respeito e cuidado. O corpo e a
mente são componentes do mesmo todo, e deflagram
um sistema de proteção durante muito tempo até que o
Técnicas cognitivo-comportamentais são muito
utilizadas para a compreensão dos pensamentos que
antecedem as crises e racionalização dos
sintomas. Técnicas de relaxamento, hipnose e
autohipnose são altamente recomendadas e utilizadas,
de vários tipos.

1Remissão: Desaparecimento dos sintomas

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