SOBRE TRANSTORNOS 2 – Psicóloga e Hipnoterapeuta – Rio de Janeiro – Terapias, Trenamentos e Desenvolvimento Pessoal
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INSÔNIA

Causas e Tratamentos.
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O que é Insônia?

A insônia é um distúrbio do sono que afeta pessoas de ambos os sexos e em qualquer idade. Pode possuir três etapas:

• A pessoa não consegue dormir quando se deita

• A pessoa consegue dormir, mas o nível de sono é fraco, acordando durante a noite

• A pessoa dorme, mas acorda mais cedo que o necessário para um sono reparador

E ser classificada em três níveis:

• Transitória ou Esporádica: Quando persiste por atéquatro semanas

• Aguda: Quando dura até seis meses

• Crônica: Quando a dificuldade ultrapassa o período de 6 meses e tem o tempo indeterminado.

O diagnóstico da insônia deve ser estabelecido após avaliação de um profissional de saúde e a insônia será avaliada se primária ou secundária, bem como a origem do problema (orgânica ou emocional).

Quais são as causas da Insônia?
As causas da insônia são diversas, dentre elas fatores do ambiente (barulho, TV, rádio, indústrias no local); uso de alguns medicamentos para depressão, perda de peso, hipertensão, entre outros; alimentação demasiada ou poucas horas antes de dormir; ingestão de café, álcool, chocolate, cigarro e outros estimulantes do sistema nervoso central; mudanças no horário de deitar-se (o corpo se adapta a um determinado horário, mas se este é alterado bruscamente, ele demora a se recompor); sedentarismo; doenças ou problemas de saúde que provocam a chamada insônia secundária (a partir da dor crônica, de estômago, cólicas, enxaquecas, hipertireoidismo, desordens mentais diversas, apnéia do sono, que é o roncar durante a noite), dentre outras.

Já as causas psicológicas implicadas são: problemas de relacionamento, estresse, ansiedade, depressão: A mente e o emocional do insone não param, elaborando e reelaborando questões e, fundamentalmente, os problemas de ordem familiar, de saúde, financeiros e outros que estejam o afetando. Podemos dar como exemplo um indivíduo que tenha passado anos sob constante preocupação, cuidando de seu olho ou outra pessoa querida doente. Após o falecimento do ente, passou a apresentar um quadro de insônia.

Quais os sintomas da Insônia?
Os sintomas mais comuns da insônia, são: cansaço; sonolência; irritação; desânimo; problemas de atenção; problemas de memória; piora na qualidade de vida; precipitação de acidentes; surgimento de doenças tanto de ordem mental quanto física; dor de cabeça, mal-estar; o que pode causar problemas de relacionamento, estresse, ansiedade depressão, doenças físicas.

Qual são os tratamentos para a Insônia?

A melhora da insônia está relacionada a fatores diversos. Como este é um espaço de estudo da influência mental e emocional na vida das pessoas, vamos focar mais esta questão, não por desacreditarmos nos fatores psicológicos, mas por estas já possuírem amplos estudos e áreas de atuação na medicina halopática. Sendo assim, os tratamentos em que comprovadamente a insônia apresenta um caráter psíquico privilegiam a psicoterapia e há adoção de algumas práticas que, independentemente até de suas causas, favorecem mudanças positivas e saudáveis no estilo de vida do indivíduo. A hipnose é indicada para o tratamento dos distúrbios do sono. Além disso, adotar as seguintes práticas:

Priorizar hábitos de vida saudáveis, cuidando do corpo e das emoções. Atividades que ajudam: rotina de exercícios físicos (devem ser feitos durante o dia e evitados antes de dormir); relaxamento, massagem, ioga, meditação, visualização, reiki, biofeedback, dentre outras; estes métodos, além de minimizarem as tensões, e reduzirem a ansiedade, propiciam, com a mente mais tranquila, soluções mais criativas com o por vir.

Antes de dormir, um banho morno ou escalda pés; uma leitura leve e uma música suave antes de dormir; evitar eletrônicos e barulhos, TV ou computador. Estes últimos emitem muitas luzes aos olhos, e estes estímulos (bem como as notícias nestas redes de comunicação) repercutem no organismo e no psíquico, sendo desaconselhável utilizá-los horas antes de deitar. Evite também alimentação pesada, bebidas que contenham álcool, cafeína ou chocolate.

Procurar dormir, se não no mesmo horário, em horários não muito diferentes do habitual, para que o organismo não se desorganize e mantenha sua regularidade.

Buscar que o ambiente em que se durma seja o mais harmonioso possível, de forma que criemos automaticamente a relação de nosso quarto com local de descanso e sono reparador, numa temperatura adequada, protegido de barulhos e luz.

O que é Comorbidade?

Comorbidade é a presença de mais de um transtorno no diagnóstico. Quando um transtorno de pânico vem acompanhado do distírbio de agorafobia, por exemplo, dizemos que a pessoa tem uma comorbidade.

Sua cama é sagrada: assim, tenha um bom colchão, adequado às suas necessidades (peso e altura), bem como um bom travesseiro. Se preferir, use também almofadas.

Tenha paciência consigo mesmo(a): se você se deita e não consegue dormir, levante-se, beba uma água, ouça uma música ou leia um livro (com iluminação não excessiva, mas adequada) até que possa se sentir mais cansado para ir se deitar.

“Escute” mais o seu organismo: embora aproximadamente 8 horas diárias de sono sejam as mais recomendadas, este número não é um padrão inalterável. Talvez você, pelo seu momento ou pelos seus padrões de corpo, precise um pouco mais, ou um pouco menos. Perceba isso. O importante é e sempre será o seu bem-estar.

O uso de receitas e métodos naturais, incluindo travesseiros, almofadas e máscaras para os olhos feitos de aromas e ervas desidratadas, embora não tenham tido sua eficácia comprovada, sendo inofensivos, podem ser utilizados, se trazem benefícios à pessoa. O importante é sempre estar atento para quaisquer eventualidades que estes possam causar, verificando sempre a saúde como um todo.

Lembrando que o uso de medicamentos deverá ser feito a partir da prescrição de um médico, haja vista os riscos da auto-medicação e de sua dependência. O uso da medicação para o sono é útil, mas não se compara ao bem-estar produzido pelo sono natural, causando uma sensação semelhante ao de uma ressaca. O órgão americano FDA Food and Drug Administration contra-indica o uso de remédios para insônia por período indeterminado.

Vale a recomendação de nossas mães e avós: não leve os problemas para cama! Cama é lugar de descanso. De fato, não iremos resolver os problemas do dia pensando neles à noite. Isso apenas irá nos desgastar e atrapalhará nosso sono, gerando um efeito bola de neve.

Maus hábitos atrapalham muito, pois nosso organismo se acostuma com eles, e nosso corpo é um fiel seguidor de nossos hábitos, sejam bons ou ruins. Então, se não respeitarmos nosso santuário e nossa casa temporária, que é justamente nosso veículo físico, passamos a ser escravos das necessidades dele, que ficam confusas e totalmente desgovernadas. Métodos de hipnose para insônia são largamente utilizados em meu consultório com resultados muito eficazes.
 
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ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO

Causas e Tratamentos.
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O que é o Transtorno de Estresse Pós-Traumático?

Transtorno de Estresse Pós-Traumático é um quadro de ansiedade ocorre após algum episódio claramente externo, ocasionando alta carga emocional em que repercutem grandes níveis de estresse ao indivíduo, onde este foi testemunha ou esteve diretamente envolvido, tais como uma catástrofe natural (enchentes, terremotos, tsunamis), acidente fatal ou não, ou em episódios como assaltos, estupros, sequestros e tentativas de homicídio, onde, inevitavelmente, ela não pôde se defender.

O Transtorno de Estresse Pós- Traumático caracteriza-se pela lembrança recorrente e muito vívida dos eventos específicos do fato a partir de pesadelos, flashes, em alguns caos até alucinações sobre o ocorrido, o que traz grande prejuízo neurofisiológico e psicológico ao mesmo, causandolhe intenso sofrimento.

Quais as causas do Transtorno de Estresse Pós-Traumático?

Assim como no TOC, TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), Depressão, Transtorno Bipolar e a grande maioria dos transtornos, qualquer pessoa em qualquer idade pode desenvolver TEPT a partir de um evento traumático. Porém, algumas pessoas podem desenvolvê-lo ou não a partir de um episódio altamente estressante. Há indícios que pessoas mais ansiosas e com outros transtornos concomitantes sejam mais suscetíveis ao Transtorno de Estresse Pós- Traumático.

É óbvia a relação entre o evento e o distúrbio. No entanto, considera-se que as causas do Transtorno de Estresse Pós-Traumático se deem em virtude de um bloqueio psíquico e emocional que o trauma ocasiona. Toda situação drástica, trágica e/ou violenta na vida da pessoa, inevitavelmente, irá gerar um choque e haverá uma necessária fase pararecuperação. O problema ocorre quando, mesmo passado algum tempo, o episódio continua afetando completamente a vida no presente com pensamentos intrusivos, as cenas do ocorrido (flashbacks), pesadelos, sensações auditivas, cheiros, ideias e comportamentos relacionados ao evento.

Quais os sintomas do Transtorno de Estresse Pós-Traumático?

O TEPT costuma ocorrer ou imediatamente ou no período de até aproximadamente 3 meses após o fato e desaparecer depois; para que se possa considerar que a pessoa esteja tendo TEPT é necessário ter seus sintomas pelo período mínimo de um mês; em caso da não remissão dos sintomas, exige maior atenção dos profissionais de saúde. É natural que o indivíduo, através também de seu corpo, responda a eventos altamente estressantes, sempre buscando o reequilíbrio integral e interno, no entanto, algumas vezes esta tentativa natural falha e deve ser dada especial atenção se os sintomas não apresentarem melhora em aproximadamente 6 meses após o fato.

Pode desenvolver-se em pessoas que sofreram traumas ou grande estresse, geralmente onde houve impossibilidade de se defender. Devem ser observados por pelo menos um mês, e incluem:

Sintomas psicológicos:

Lembranças intrusivas (flashs);

Estado de “luta ou fuga”;

Pesadelos repetitivos;

Hipervigilância, tensão e sobressaltos;

Perturbação do sono;

Diminuição da concentração;

Sentimento de culpa e autopunição: “Eu sou culpada”;

Dificuldade de confiar em outras pessoas e nas relações interpessoais;

Medo em relação à segurança pessoal;

Baixa autoestima;

Sentimento de grande insegurança e desconfiança: “Eu sou fraco(a)”; “Eu sou impotente”; “As pessoas (o mundo) é um lugar muito perigoso”.;

Sintomas físicos:

Tonturas;

Dores no peito;

Mal-estares;

Problemas gastrointestinais;

Problemas imunológicos;

Dores de cabeça;

Quais os tratamentos para o Transtorno de Estresse Pós- Traumático?

Apresentar resposta ao evento durante o período subsequente não constitui distúrbio e é importante que seja suficientemente expurgado a fim de não gerar conseqüências maiores a nível físico e mental (insônia, irritabilidade, medo, reações e comportamentos exagerados em determinadas situações).

Se não tratado, o TEPT pode perdurar ao longo de vários anos e até por toda a vida. Além disso, o Transtorno de Estresse Pós-Traumático, se não tratado corretamente, pode embotar os sentimentos e emoções de seu portador, de forma que este evite o sofrimento, mas, no entanto, passe a não responder de maneira positiva aos afetos e às alegrias da vida. Sua perspectiva de mundo e futuro poderá ser limitada e pessimista, em alguns casos, com idéias persistentes de morte e até de suicídio.

Os tratamentos são baseados na dessensibilização sistemática do evento ocorrido, no fortalecimento dos recursos interiores através da mudança cognitiva e ressignificação de vida através da hipnose.

TRANSTORNOS SEXUAIS

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O que são os Transtornos Sexuais?

Os Transtornos Sexuais compreendem algumas dificuldades enfrentadas na campo da sexualidade, o que pode ocorrer em uma ou mais das seguintes etapas: desejo, excitação, platô, orgasmo e resolução. Após avaliação médica para eliminar quaisquer possibilidades de problemas estritamente físicos, dá-se início a verificação detalhada do problema sob o viés psicológico.

Quais são os tipos e sintomas dos Transtornos Sexuais?

Dentre os tipos de Transtornos Sexuais / Disfunções Sexuais mais comuns e seus sintomas, temos:

O transtorno de desejo sexual hipoativo: quando a pessoa se encontra com muitas dificuldades nos níveis de imaginação e fantasia sexuais. Há uma pronunciada falta de desejo e interesse pelas atividades sexuais, e é essa mudança que faz com que o sujeito procure ajuda.

O transtorno de aversão ao sexo acontece quando há um desinteresse no desejo até as outras etapas da atividade sexual. Neste transtorno, a pessoa não só receia como evita o contato sexual.

O transtorno de ereção (ou disfunção erétil), comumente conhecido como “impotência” (termo esse que deve ser evitado por ser incompleto e algumas vezes possuir conotação pejorativa) é uma dificuldade persistente ou periódica em manter o estado de ereção durante uma relação sexual completa. O homem pode conseguir ter a ereção, mas não consegue manter ou não a tem em nenhum momento. Nas mulheres, há o transtorno de excitação sexual, relacionado à falta de resposta ao estímulo sexual, que consiste, igualmente, na falta de resposta periódica ou persistente em manter a lubrificação-intumescência (aumento do fluxo sanguíneo na região genital) até o final da relação. Fatores emocionais também podem apontar para uma preocupação e controle excessivos com o desempenho ao invés do prazer no ato sexual propriamente dito, e sentimentos de fracasso, autodepreciação e autodesvalorização por parte do homem. O transtorno orgásmico feminino (ou anorgasmia) é uma demora persistente, periódica ou a inexistência do orgasmo após a etapa em que houve a excitação. Para isso é preciso avaliar a idade da mulher, as experiências sexuais que ela teve e se o estímulo estásendo adequado para ela; já o transtorno orgásmico masculino é a demora ocasional, contínua ou a ausência de orgasmo mesmo com a estimulação adequada em intensidade e duração.

A ejaculação precoce é a ejaculação mesmo diante de uma estimulação mínima que pode ocorrer antes, durante ou logo após a penetração ou sempre que ocorre antes do momento desejado pela pessoa. Por conta do critério do momento desejado ser muito relativo, o problema é mais frequente quando acontece antes ou quase que imediatamente após a penetração.

A dispareunia é a dor no genital de forma persistente ou recorrente após o ato sexual (tanto no homem quanto na mulher) não causada necessariamente pela falta de lubrificação ou vaginismo nem decorre de um problema físico. No vaginismo há espasmos involuntários, repetitivos e persistentes da musculatura da parte externa da vagina que obstrui e impede a penetração.

Quais as causas dos Transtornos Sexuais?

As causas devem ser investigadas a partir do histórico de vida do indivíduo, e cada uma delas deve ser observada se ocorreu desde sempre ou depois de um período onde a atividade sexual era normal (ou diferente, dentro dos padrões razoáveis de bem-estar), se ocorre com todos os parceiros (generalizada) ou específica (ocorre apenas sob determinado estímulo, situação ou com determinado parceiro (a)), se tem fundo emocional/psicológico ou a um conjunto de fatores psicológicos, físico e/ou consequência do uso de drogas ou substância psicoativas.

No caso de diagnosticado o problema como algo físico (por exemplo, problemas de ereção derivados de uma neuropatia diabética), o transtorno psicológico é descartado.

Traumas gerados por abuso sexual ou estupro, ansiedade, problemas no relacionamento com o parceiro (a), necessidade de controle, sentimentos deinsegurança e incapacidade são os principais causadores dos transtornos sexuais.

Quais os tratamentos para os Transtornos Sexuais?

É importante observar no quesito desejo a forma como a pessoa lida com sua própria sexualidade, o papel que esta tem em sua vida, como foi seu ciclo de desejo e relações anteriores, pois cada um tem uma intensidade diferente. O que é normal em termos de vontade para uma pessoa pode ser bem diferente para a outra, e o entendimento de qualquer dificuldade é partir sempre do princípio questionador: está fazendo mal a si ou a outras pessoas?

No vaginismo: psicoeducação, observação e mudança de comportamento e pensamento, práticas de relaxamento e contração da região pélvica (exercícios de Kegel); exercícios de dilatação da vagina com produtos chamados dilatadores também são recomendados, e devem ser orientados por um especialista em sexualidade.

Em todos os casos a psicoterapia está indicada. Para transtornos decorridos de traumas é preciso realizar a dessensibilização sistemática.

Esta terapia deve ter em conta de que, caso a pessoa que está tendo o problema tenha um(a) parceiro(a) é muito importante que este (a) também participe do processo. Muitas vezes, são sugeridas práticas com o parceiro (a), o que muito ajuda na solução do problema. Também são utilizados como métodos de tratamento a psicoeducação, com informações sobre os fases de respostas sexuais, anatomia, dentre outros, dirimindo dúvidas e respondendo aos mitos comuns sobre o assunto.

Sempre vale ressaltar que a saúde sexual deve ser vista de um modo abrangente do ponto de vista da história da pessoa, suas necessidades e expectativas.